segunda, 17 de agosto de 2026
25/11/2025

Economia & Negócios: Terra do emprego


Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Aeroportos vendidos

A Motiva (ex-CCR) está anunciando a venda de todos os 20 aeroportos da empresa para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária da mexicana ASUR (Grupo Aeroportuário del Sureste), por R$ 11,5 bilhões. Em SC a Motiva controla os aeroportos de Navegantes e Joinville.

Operação aprovada

Pesquisa Genial/Quaest questionou sobre a operação policial de 28 de outubro que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro: foi aprovada por 67% da população brasileira e desaprovada por 25%. No recorte para a região Sul (SC, Paraná e Rio Grande do Sul) a aprovação foi de 74%. Parece estar valendo entre os brasileiros do Sul aquela máxima popular de que bandido bom é bandido morto.

Dia do Caçador

Para horror dos ambientalistas, foi aprovado na Assembleia Legislativa projeto de lei que institui em SC o Dia do Caçador de Javali, a ser comemorado em 3 de novembro. Esses caçadores regulamentados estão ajudando a neutralizar os imensos estragos que a espécie invasora provoca nas propriedades.

Instalação da Comarca

Foi definida para o dia 18 de dezembro a data oficial de instalação da Comarca de Guabiruba. A definição se deu em reunião no Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Francisco Oliveira Neto e o Presidente do TER-SC, desembargador Carlos Civinski. Uma comitiva de Guabiruba participou do encontro, entre eles o prefeito Valmir Zirke, o vice-prefeito Cledson Kormann e o presidente da Câmara, Xande Pereira e o procurador-geral de Guabiruba, André de Oliveira Luiz.  

Luxo silencioso

Uma nova linguagem do luxo ganha forma entre os espigões de Balneário Camboriú. O empreendimento Auris Residenze se apresenta como o primeiro no Brasil engajado no movimento internacional chamado “luxo descalço” (Barefoot Luxury), que rompe com a ostentação e redefine o que significa viver bem. O primeiro edifício-árvore do Brasil, com 26 unidades e assinado pelo arquiteto Marco Casamonti, do premiado estúdio Archea Associati, traduz a elegância silenciosa de uma era em que o conforto, a saúde e a autenticidade se tornam os verdadeiros símbolos de exclusividade. O empreendimento utiliza sistemas avançados de filtragem e purificação, garantindo água potável e de alta qualidade em todos os pontos do edifício, inclusive chuveiros e torneiras. Quanto à saúde respiratória dos moradores, incorpora filtros de ar de alta eficiência e sensores e detectores de CO2 instalados em ambientes fechados e até nas garagens. Seu conceito envolve um paisagismo que inclui espécies nativas para integrar a natureza à fachada, seguindo a tendência da biofilia.

Litigiosidade

O relatório Justiça em Números 2025, disponibilizado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com dados de 2024, diz que o TJ-SC registrou 1,28 milhão de casos novos consolidando-se entre os tribunais estaduais de maior litigiosidade do país – o quarto entre os de porte médio e o sétimo considerando todos os portes. A carga de trabalho liquida por magistrado atingiu 8.011 processos.

Vício disfarçado

As cenas se repetem em bares, praças, em terminais de ônibus e até nas portas de escolas em SC: adolescentes e jovens adultos usam abertamente dispositivos eletrônicos para fumar. Chamam de vape, pod, pen. São coloridos, cheiram a bala e parecem inofensivos. Mas são terrivelmente perigosos. Desde 2009 a Anvisa proíbe a comercialização desses produtos no Brasil justamente porque, ao contrário do cigarro tradicional (que também é extremamente prejudicial à saúde), ninguém sabe ao certo o que há dentro de cada cápsula. Estudos preliminares da UFSC já encontraram octodrina (parece química da anfetamina) em amostras apreendidas. Outras substâncias cancerígenas e metais pesados aparecem com frequência nessas pesquisas. Como ainda não há regulação, não há rótulo honesto. O consumidor compra no escuro. A desinformação e o risco imperam.

INSS

Em setembro de 2022, o então candidato Lula prometeu zerar a fila do INSS. A realidade, em novembro de 2025: fila do INSS atinge patamar mais alto já registrado, com quase 3 milhões de pedidos em análise. Além do fato de que, no governo atual, ampliou-se a roubalheira dos descontos indevidos dos aposentados, a promessa de zerar a fila era pastel de vento e virou pó.

2033

A reforma tributária estabelece que a guerra fiscal se encerra em 2033. SC, que soube surfar a onda da redução de tributos – impulsionando o desenvolvimento em ritmo chinês no eixo norte da BR-101 – precisará encontrar novos atrativos para manter operações em solo barriga-verde. Nosso grande gargalo é a infraestrutura. Enquanto o Paraná já garantiu bilhões em investimentos com concessões de rodovias estaduais e federais, nossas SCs seguem em recuperação e não há novas concessões previstas. Tudo indica que o vizinho terá uma malha viária mais fluída, com menor custo logístico.

Turistas internacionais

Em um resultado que consolida SC como destino diverso e turístico, 617 mil viajantes de outros países visitaram o Estado entre janeiro e outubro de 2025, de acordo com dados da Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal. O número representa um aumento de 60,27% em relação ao mesmo período  de 2024. À época, 384,9 mil visitaram as diferentes cidades. Os dados mostram, que em apenas oito meses, entre janeiro e agosto deste ano, SC já havia superado o total de visitas de todo o ano de 2024. Em agosto, por exemplo, 16,8 mil turistas internacionais estiveram em Santa Catarina, o que representa um aumento de 44,9% em comparação ao mesmo mês de 2024.

Violência de gênero

As Universidades do Vale do Itajaí (Univali), do Sul de SC (Unisul), do Extremo-Sul Catarinense (Unesc), da Região de Joinville (Univillle) e da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), foram as primeiras a aderir ao programa do Ministério Público de SC focado no enfrentamento da violência de gênero no ambiente universitário. Entre outras ações, disponibilizarão um ponto de acesso seguro à internet para facilitar a realização de denúncias ou pedidos de orientação.

Tem que pagar

Leigos em tais assuntos imaginam que vigaristas que são condenados à prisão ficam livres de pagar, em dinheiro, o que saquearam do bolso de outros, direta ou indiretamente. Ledo engano. O Ministério Público de SC acaba de recorrer de sentença que condenou casal de empresários a penas individuais de 38 anos de prisão por sonegação milionária de ICMS, dentre outros crimes. O objetivo é que além disso devolvam tudo aos cofres públicos. A conta: R$ 63 milhões.

Terra do emprego

Santa Catarina apresenta, há quase 14 anos, as menores taxas de desemprego do Brasil e, por isso, liderou a atração de migrantes desde 2010, segundo o censo de 2022. Na última semana, o IBGE divulgou dados da pesquisa Pnad Contínua de 2024 que mostram onde e como as pessoas trabalham em SC, conhecida como “Terra do emprego”. O estado se destaca em vagas na indústria, em formalização de empresas e em home office, entre outros indicadores. Em 2024, 4,6 milhões de pessoas trabalhavam em SC, 69% do total com potencial para atuar no mercado de trabalho. O estado ficou em segundo lugar, junto com Goiás, em percentual de ocupação, só atrás do Mato Grosso. Considerando os setores econômicos, SC teve o maior percentual do Brasil de trabalhadores na indústria, 22,4%, o que corresponde a 993 mil pessoas, um pouco menos de 2023, quando teve cerca de 1 milhão no setor (23,5% do total). O comércio emprega 19,5% do total de trabalhadores, depois vem a administração pública e educação com 14,2%; serviços de informação, comunicação e atividades financeiras com 2,3%; construção 7,4% e agropecuária 5,9%. Outro destaque de SC é o trabalho noturno que cresceu de 7,2% em 2023 para 9,5% em 2024, acima da média do país, que ficou em 8,1%. O estado teve acréscimo de 114 mil pessoas mais em trabalho noturno e o total supera 475 mil. Essas pessoas trabalham principalmente em indústrias e na saúde.

Empresárias em SC

Santa Catarina tem 1,6 milhão de empresas ativas que, juntas, têm 3,28 milhões de sócios. Desse total de sócios, 1,25 milhão são mulheres empreendedoras, o que corresponde a 38,2%. Neste ano de 2025, foram abertas 256 mil novas empresas no estado com 340 mil sócios, dos quais 139 mil são mulheres, o que corresponde a 40,8% do total. Os dados são da Junta Comercial do Estado de SC (Jucesc) e foram divulgados no Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro.

Desinteresse dos jovens

Apenas 10% dos jovens catarinenses entre 15 e 17 anos estão alistados para votar, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de SC e do Censo do IBGE de 2022. Ao todo, o Estado tem cerca de 280 mil adolescentes nessa faixa etária e apenas 29 mil já possuem título eleitoral. Campanhas constantes tentam motivá-los, mas não está fácil. Pudera. Os três poderes da República, alvos diários de desmandos de toda ordem, em nada ajudam os jovens a entender que o voto é sua maior arma para mudar o lamentável estado de desmoralização política, administrativa e judicial em que vivemos.

Violência

Numa audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa para discutir o enfrentamento dos casos de violência contra professores na rede pública estadual, divulgou-se um dado alarmante. Conforme números apresentados pelo sindicato da categoria (Sinte) somente neste ano foi registrado a espantosa média de 44 casos de violência por dia letivo nas escolas estaduais.

Árvore de cristal

Junto com Rodeio, que já montou a maior árvore de Natal em crochê do país, a vizinha Pomerode não dá folga em criatividade para atrair visitantes à cidade. Está anunciando uma árvore de Natal toda feita em cristal. A Kristall Tannenbaum, com três metros de altura, terá cerca de 70 peças do famoso cristal italiano da ilha de Murano, dispostas em uma estrutura metálica fixa no chão, bem na entrada do Centro Cultural.

Atacadão

O presidente desmoralizou a Ordem Nacional do Mérito Educativo, em Brasília. Um dos destaques, conforme a própria divulgação palaciana, seria uma homenagem, com a concessão de medalha póstuma, ao falecido ex-reitor da UFSC. O que ocorreu foi uma longa e tediosa solenidade onde as honrarias foram distribuídas como se fosse um atacadão, com o agraciamento de 262 pessoas, incluindo Janja, Alexandre de Moraes, Gil do Vigor, Felipe Neto, entre outros.

Fábrica de RR$ 1 bilhão

O anúncio da nova unidade da multinacional WEG foi feito na última semana, com promessa de mil empregos diretos e até três mil indiretos. A cidade de Guaramirim, fundada em 1943 com hoje 51 mil habitantes. O território de 267,5 mil quilômetros quadrados no Norte de SC se chamava Bananal no início dos anos 1900. Tornou-se a cidade de Guaramirim, como até hoje é chamada, a partir de um decreto estadual em 1943. Ao longo das décadas, o município foi se fortalecendo econômica e culturalmente, ao ponto de, em 2025, receber investimento de quase R$ 1 bilhão de uma das maiores empresas do mundo na sua área de atuação, a WEG. Guaramirim foi, incialmente, um distrito de Joinville (Colônia Dona Francisca). A história da cidade se funde com a de municípios próximos. Em entrevista em 2024, o historiador do Arquivo Histórico Pastor Wilhelm Lange, explicou que o povoamento da região ocorreu em contexto semelhante ao de colônias como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Fatores estratégicos

A multinacional catarinense WEG revelou que Guaramirim será sede de novo parque fabril de grandes máquinas, um investimento de R$ 900 milhões. A nova fábrica terá 35 mil metros quadrados e vai gerar mil empregos diretos, além de dois a três mil indiretos. A planta fabril será baseada no bairro Poço Grande, a 3,5 quilômetros da WEG Tintas, próximo da BR-280 e da futura Rodovia Via Mar. A nova unidade será focada na produção de compensadores, turbogeradores e motores de indução de alta rotação. Além disso, a estrutura permitirá a fabricação de novos produtos essenciais, como motores, geradores e turbinas hidráulicas. A previsão é que as operações comecem em 2028. O investimento representa um novo momento para a cidade e para a WEG. Neste parque, serão fabricados produtos tecnológicos de grande porte que serão enviados para o mundo inteiro.

Balneário Camboriú e Camboriú

Balneário Camboriú e Camboriú são dois dos principais polos de desenvolvimento econômico e turístico do Litoral Norte de Santa Catarina. Enquanto Balneário se prepara para o maior Natal da história, com investimento que pode ultrapassar R$ 10 milhões, Camboriú reforça o equilíbrio entre o urbano e o rural, com expansão econômica e avanços sociais. Em conjunto, as duas cidades formam um eixo estratégico na região da Foz do Rio Itajaí-Açu, impulsionado pela cooperação regional promovida pela Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI). A entidade, com mais de cinco décadas de atuação, tem papel central na integração de políticas públicas e no fortalecimento do turismo e da infraestrutura local. 

Novo trevo

O viaduto oeste do novo trevo da rodovia Antônio Heil (SC-486), em Itajaí, foi inaugurado recentemente. A obra chega à reta final e promete desafogar de vez o trânsito intenso no principal acesso de Brusque a Itajaí e à BR-101. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até o final do ano. O corte da faixa foi feito pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade do estado. Ele destacou a importância da obra para melhoria do fluxo do trânsito na BR-101 e na Antônio Heil. Quatro alças já foram liberadas e este é o primeiro de dois viadutos. Chegamos no final do ano e podemos trazer mais mobilidade para o estado de SC. Sabemos do trânsito intenso que há na região, destaca o secretário. A abertura do viaduto oeste deve melhorar o fluxo para quem sai de Itajaí e acessa a BR-101. Além disso, deve facilitar o tráfego para quem sai da BR-101 e deseja acessar Itajaí.

Urbanização descuidada

Revelação feita no 9º Congresso Catarinense de Direito Administrativo, em Florianópolis, quando se discutiu os impactos da urbanização, os desafios enfrentados pelos municípios e o papel das instituições de controle na indução de políticas públicas: auditoria operacional feita pelo Tribunal de Contas do Estado nos planos diretores municipais, em setembro do ano passado, constatou que dos 295 municípios do Estado em 163 deles havia irregularidades e em 123 ele estava desatualizado. Outra auditoria, agora, constatou que o número de cidades sem plano diretor já tinha caído para 22, e aquelas com planos desatualizados eram 86. Por isso que algumas cidades de SC, mesmo as mais pequenas, já tem enormes problemas de urbanismo e mobilidade, dentre outros.

Civismo

Como se sabe, por votação recente na Assembleia Legislativa, foi para as calendas o polêmico projeto que propunha mudar, ou “atualizar” como queriam alguns, o Hino de SC. Se for levado em conta o que se viu e ouviu recentemente no estádio Heriberto Hulse, quando o Criciúma carimbou seu passaporte para a elite do futebol brasileiro em 2026, com todos os torcedores cantando de forma entusiasmada os versos de Horário Nunes Pires (Quebram-se férreas cadeias ...) em louvor à sua terra, a decisão se confirma como mais que acertada.

Acordo com credores

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) publicou os editais de convocação para o acordo de precatórios devidos pelo município de Brusque. O valor total destinado aos acordos passa de R$ 3 milhões. Os interessados devem apresentar a proposta de acordo direto com deságio de pagamento mediante preenchimento de requerimento específico via sistema, até 27 de novembro de 2025. Para as negociações em Brusque, estão disponíveis inicialmente R$ 3.018.907,50 com deságio de 10% a 40%. As propostas habilitadas permanecerão válidas até um ano após a publicação do edital ou até a contemplação de todos os habilitados, o que ocorrer primeiro.

COP 30

O senador Jorge Seif (SC) foi a tribuna criticar a condução da conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima (COP30). Disse que o evento se transformou em palco de discursos distantes da realidade do Brasil e que o país “se ajoelha a uma agenda ideológica imposta por potências estrangeiras”.

Gramado sintético

A possibilidade de a Chapecoense (através da Arena Condá) e o Atlético (Arena da Baixada, em Curitiba), integrarem a Séria A do futebol brasileiro em 2026, aumenta o número de estádios com gramado sintético. Os que já usam são o Allianz Parque, do Palmeiras; Nilton Santos, do Botafogo e Arena MRV, do Atlético-MG. O Flamengo lidera um grupo de clubes que é contrário à tecnologia e quer seu fim. Diz que compromete o desempenho dos atletas e as finanças do clube.

Bruxas

Projeto de lei na Assembleia Legislativa, proíbe festas de Halloween nas escolas de SC. Alega que nessas ocasiões são frequentes alunos com imitações de armas brancas, e que essas manifestações não contribuem com o ambiente escolar.

Alerta de golpe

A Polícia Civil de Brusque alerta a população sobre um novo tipo de golpe e furto de valores de contas bancárias, praticado por criminosos que utilizam aplicativos de mensagens. O crime é chamado de golpe do falso advogado. Eles se passam por advogados das vítimas, enviando fotos, documentos falsificados e até números de processos aparentemente legítimos. Os golpistas ligam para a vítima dizendo que o processo dela foi encerrado a seu favor e que, para receber o valor, basta participar de uma reunião virtual (vídeo-chamada) com um suposto diretor ou chefe do fórum para orientações e para conferir algumas informações. Nesse novo golpe, durante o contato, os criminosos não pedem transferência direta de dinheiro. Em vez disso, induzem a vítima a seguir um falso “procedimento de proteção de dados” durante a vídeochamada. Com o procedimento, o reconhecimento facial da vítima é capturado e usado pelos criminosos para acessar a conta bancária e realizar saques de valores expressivos.

Escolas cívico-militares

A Prefeitura de Brusque enviou à Câmara de Vereadores projeto que aumenta de dez agentes cívicos para até 40 assessores dedicados ao programa de escolas cívico-militares. O texto propõe alterações na lei que regulamenta o programa, com o propósito de adequar suas disposições aos parâmetros de constitucionalidade e viabilizar a ampliação do Programa Municipal de Escolas Cívico-Militares na cidade. A prefeitura argumenta que a ampliação é medida necessária para garantir o pleno funcionamento do programa em todas as unidades educacionais contempladas, assegurando suporte adequado às ações pedagógicas, formativas e de acompanhamento aos estudantes. Atualmente, o programa funciona em quatro unidades. A proposta extingue o cargo de agente cívico, que é objeto de discussão de Ação Direta de Inconstitucionalidade, já que a contratação por tempo determinado somente é autorizada para atender situações não ordinárias da atividade administrativa. Em 2026, o programa será ampliado para duas novas unidades e em 2027, para mais duas, totalizando oito escolas.

Testagem de medula óssea

Desde 2022, o número de pessoas que precisam de um transplante de medula óssea cresceu 25,8% no Brasil. De acordo com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, naquele ano eram 1.637 pacientes na fila, aguardando um doador compatível, enquanto em 2024, o número passava de 2 mil. Esses dados revelam a relevância do procedimento, essencial para o tratamento de doenças graves do sangue e do sistema imunológico, como leucemias, linfomas, aplasia de medula, síndrome de imunodeficiência e mielomas múltiplos. No transplante, a medula óssea doente ou deficitária é substituída por uma saudável, o que pode, de fato, salvar a vida do paciente.

 

 

 



Blog

Portos de Imbituba e Laguna apresentam potencial logístico e oportunidades de negócios na feira Logistique 2026

Os Portos de Imbituba e Laguna participam, nesta semana, da 7ª edição da Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional – Logistique 2026, que acontece de 11 a 13 de agosto, no Expocentro Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Os portos do sul catarinense estão presentes na área de exposições com um estande compartilhado com o Porto de São Francisco do Sul, onde apresentam suas potencialidades, infraestrutura, operações e oportunidades de negócios.

Localizado na Rua A, nº 106, o espaço institucional recebe visitantes, clientes, parceiros, autoridades e profissionais do setor ao longo dos três dias de evento. A participação é uma oportunidade para ampliar relacionamentos, apresentar as características dos complexos portuários e fortalecer conexões com empresas e agentes da cadeia logística. A entrada na feira é gratuita, das 13h às 20h.

Além da participação na área de exposições, no primeiro dia do evento, o Porto de Imbituba foi um dos destaques da programação do Logistique Summit, fórum que reúne representantes do setor produtivo, entidades empresariais e instituições públicas e privadas para discutir os principais desafios e oportunidades da logística e do comércio internacional.

Nesta terça-feira (11), o diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, participou do Painel 2, que abordou o tema “Como os Portos Brasileiros Podem Reduzir Custos e Aumentar a Competitividade das Exportações e Importações”. O encontro tratou de estratégias para ampliar a eficiência portuária e reduzir custos logísticos, com a participação de lideranças e representantes de diferentes segmentos relacionados ao comércio exterior.

“O Porto de Imbituba vive um grande momento. Em 2024, batemos recorde de movimentação e tiramos do papel obras fundamentais, algumas já entregues e outras em andamento. Estamos entregando uma nova estrutura logística para Santa Catarina e para o Brasil. Hoje, não temos gargalos, mas nosso desafio é concluir a mecanização das operações de cais, para aumentar ainda mais a produtividade. Estamos olhando para o futuro, mas fazendo muito bem o presente, com planejamento e previsibilidade”, afirmou Christiano Lopes, diretor-presidente dos Portos de Imbituba e Laguna, durante o painel.

Considerada uma das principais feiras do setor no Sul do Brasil, a Logistique 2026 reúne operadores logísticos, portos, terminais, transportadoras, importadores, exportadores e especialistas para promover o intercâmbio de conhecimento, estimular negócios e apresentar soluções voltadas à cadeia logística e ao comércio internacional.

Nesta edição, o evento tem como tema “Conexão de Soluções para a Logística Integrada e o Comércio Internacional: Inteligentes, Sustentáveis e Resilientes”, reforçando a proposta de aproximar diferentes atores e soluções para os desafios atuais do setor.

Comunicação Social dos Portos de Imbituba e Laguna  

JBS tem mais de 80 oportunidades de emprego no Sul Catarinense

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está com mais de 80 vagas de emprego abertas para o cargo de Operador de Produção nas unidades industriais de Forquilhinha e Nova Veneza (SC). As oportunidades são para contratação imediata, não exigem experiência prévia e contam com três turnos de trabalho, com capacitação oferecida pela empresa. As vagas incluem pessoas com deficiência.


Para se candidatar, os interessados devem comparecer presencialmente nas unidades. As entrevistas são realizadas de segunda a quinta-feira, às 08h e às 13h. Não há necessidade de agendamento prévio e os candidatos também podem enviar o currículo por e-mail ou WhatsApp, nos endereços e contatos abaixo:

Forquilhinha:

Endereço: Av. 25 de Julho - Centro, Forquilhinha - SC, 88850-000
WhatsApp: 48 9168-3371
E-mail: heloizi.niehues@seara.com.br
 
Nova Veneza: 
Endereço: R. Alfredo Pessi, 2000 - Bortolotto, Nova Veneza - SC, 88865-000
Whatsapp: 48 9177-6520
E-mail: juliana.nascimento@seara.com.br
Para participar do processo seletivo, em todas as vagas, é necessário ter idade mínima de 18 anos. As oportunidades são oferecidas por meio do regime de contratação CLT, incluindo todos os benefícios previstos pela categoria. Profissionais interessados em fazer parte do banco de talentos da JBS, em todo o Brasil, também podem se cadastrar pelo site: www.jbs.com.br/carreiras.
 
Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. 


Em Santa Catarina, a JBS mantém 25 fábricas distribuídas por todas as macrorregiões do estado. A companhia está entre as maiores empregadoras catarinenses, com cerca de 24 mil colaboradores diretos e operações em 24 municípios. Além das unidades da Seara e da JBS Novos Negócios, a empresa conta com uma unidade produtiva da Mantiqueira, quatro granjas, cinco incubatórios, três centros de distribuição, uma operação transportadora, duas operações portuárias e um Centro de Biotecnologia Avançada.
Saiba mais em jbsglobal.com.

 

Movecta avança em Itajaí e ganha espaço no mercado logístico nacional

A Movecta ampliou sua participação em Itajaí no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando 18,9% de share em zona seca, além de crescimento de 18,4% em volume, segundo estudo elaborado pela empresa com base em dados da Logcomex*. A operação também se destacou pela evolução em setores estratégicos, com avanço superior a 40% em cadeia fria e acima de 23% em eletrônicos, reforçando uma trajetória de expansão sustentada por execução comercial e ganho de relevância operacional.

Os dados mostram que a Movecta vem ampliando sua presença em um mercado competitivo e fragmentado, com crescimento distribuído entre clientes e maior força em segmentos como cadeia fria e eletrônicos. O avanço em Itajaí reflete uma construção consistente de relacionamento com o mercado e de especialização operacional. Para Gustavo Paschoa, CCO da Movecta, “Itajaí é uma praça extremamente competitiva, então crescer com ganho de share e expansão distribuída em setores prioritários mostra a qualidade da nossa proposta de valor. Nossa prioridade é seguir ampliando presença, serviço e eficiência para transformar esse avanço em uma posição cada vez mais sólida”.
Com o resultado, a Movecta reforça sua estratégia de crescimento por ganho de participação, e não apenas por expansão do mercado. A companhia segue trabalhando para aprofundar sua presença comercial e consolidar novas frentes de negócio em uma das rotas mais relevantes para o comércio exterior brasileiro. 

Sobre a operação da Movecta em Itajaí

Presente na cidade desde 2004, a Movecta conta com Terminal CLIA e Armazém Geral, localizados a 7 km do Porto de Itajaí, 17 km do Porto de Navegantes e a 3 minutos da BR-101, o que favorece agilidade operacional e integração logística. A estrutura soma mais de 85 mil m² de área total, com 7.400 m² de armazenagem e 6.700 posições pallet; e se destaca em cadeia fria, com capacidade para inspeção de até 800 toneladas por dia de cargas refrigeradas para fiscalização do MAPA e armazenagem reefer. Soma-se a isso a atuação aduaneira em regimes como Entreposto Aduaneiro, DAC, Admissão Temporária e Regime Comum, além de soluções logísticas personalizadas, operações complexas e serviços de valor agregado, como etiquetagem, rotulagem, selagem, montagem de kits, paletização, gestão de inventário, picking e packing.
 
Movecta fortalece atuação em suas principais bases operacionais
Além do resultado em Itajaí, a Movecta vem fortalecendo sua posição em outras praças estratégicas. Em Suape, onde mantém uma operação relevante para o Nordeste, a companhia alcançou 56,32% de share no primeiro semestre de 2026 e cresceu 28,6% em volume movimentado. Esse desempenho é sustentado por uma atuação diversificada em segmentos como cadeia fria, químicos, maquinário, eletrônicos, bebidas e farmacêutico, combinada a investimentos em infraestrutura, tecnologia e ampliação da capacidade operacional. No escopo analisado pelo estudo, que inclui as operações de Santos, Guarujá, Suape, Itajaí e Navegantes, a Movecta cresceu 45,3% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, elevando sua participação no mercado total de 2,71% para 3,62% em três semestres. Os resultados reforçam uma trajetória de ganho de posição baseada em eficiência, especialização e expansão do relacionamento com os clientes.
 

Sobre a Movecta

Com 72 anos de atuação, a Movecta se consolidou como um provedor logístico preferencial no mercado brasileiro. A companhia possui operações concentradas nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, contando com oito unidades operacionais, das quais seis são terminais alfandegados, que somam mais de 450 mil metros quadrados de área disponível.
A Movecta é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior do país e se destaca por operar o único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A empresa também tem forte atuação na logística de produtos químicos e mantém foco estratégico na oferta de soluções logísticas integradas para diversos segmentos, como bebidas, fármacos, eletrônicos, maquinários, cargas de projeto e cargas fracionadas, entre outros.
 

 

 

Oportunidade para Starups em encontro no Elume Park
No próximo dia 18 de agosto, o Elume Park será o ponto de encontro para uma tarde de tecnologia, inovação e empreendedorismo. O evento reunirá startups e empresas consolidadas para uma programação voltada à capacitação, captação de investimentos e ampliação de redes de contato, ampliando os conhecimentos para ampliar e buscar fomentos para os negócios.
 
Com foco em transformar ideias em projetos, a programação do dia contará com dois workshops
 
16h | Workshop:  Ignition Startup
Conecte sua startup a linhas de fomento e investidores, ampliando as oportunidades para acelerar o crescimento do seu negócio.
 
 
17h30 às 19h | Workshop: Fomento, do Recurso à Transformação
Saiba como acessar recursos de fomento e transformar ideias em projetos estruturados e com potencial de captação.
 
Clique aqui para garantir a sua participação: https://scmaisinovacao.digital/e/R7FWZ4
Inscrições estão abertas para palestra sobre compras públicas em Itajaí
Estão abertas as inscrições para a palestra sobre compras públicas promovida pela Sala do Empreendedor de Itajaí. A capacitação será realizada no dia 27 de agosto, às 15h, no auditório do Edifício Zen Tower, e é voltada a Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) que desejam entender como participar dos processos de contratação do Município.
 
A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas pela loja virtual do Sebrae, pelo link https://sc.loja.sebrae.com.br/palestra-de-compras-publicas-ev-819585. A proposta do encontro é aproximar os pequenos negócios desse mercado e mostrar, de forma prática, quais são os caminhos para identificar oportunidades e se preparar para participar das contratações públicas.
 
As compras públicas envolvem a aquisição de produtos, contratação de serviços e realização de obras necessárias ao funcionamento da Administração Pública. Para as empresas que atendem às exigências, esses processos representam uma oportunidade de fornecer ao Município.
 
Os participantes receberão orientações sobre como acompanhar a publicação de editais, quais são os requisitos para participar das licitações, a documentação necessária, a apresentação de propostas e o funcionamento das disputas eletrônicas. A capacitação também abordará cuidados importantes antes de uma empresa participar de uma contratação pública.
 
Outro tema será o tratamento diferenciado previsto para os pequenos negócios. A Lei Complementar Federal nº 123/2006 e a Lei Municipal nº 7.785/2025 estabelecem mecanismos aplicáveis aos MEIs, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
 
Conforme as características da contratação e as regras de cada edital, podem existir condições específicas relacionadas à regularização fiscal e trabalhista, critérios de desempate e participação em determinadas contratações destinadas ou reservadas aos pequenos negócios.
 
Com a iniciativa, a Sala do Empreendedor busca ampliar o acesso dos pequenos negócios às informações sobre compras públicas e incentivar a participação das empresas locais nas oportunidades de contratação do Município.
Inscrições
 
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela loja virtual do Sebrae:
https://sc.loja.sebrae.com.br/palestra-de-compras-publicas-ev-819585
Agro responde por 47,9% das exportações em julho

As exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 16,34 bilhões em julho de 2026, o equivalente a 47,9% de tudo o que o Brasil exportou no mês. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a julho de 2025.

Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado a partir de informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ao todo, 1.476 municípios brasileiros contribuíram para as exportações do agronegócio em julho. O número representa uma redução de 1,3% em comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os municípios, o principal destaque foi Três Lagoas (MS), que movimentou US$ 255,9 milhões com a exportação de celulose. No recorte estadual, Mato Grosso do Sul liderou as exportações do agronegócio, com US$ 2,96 bilhões, correspondendo a 18,1% das vendas externas do setor no mês. Ao todo, 77 municípios sul-mato-grossenses exportaram 45 produtos agropecuários diferentes.

A soja permaneceu como principal produto da pauta de exportações do agronegócio brasileiro. Em julho, foram movimentados US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4% na comparação com julho de 2025. O produto respondeu por aproximadamente 36% das exportações do agronegócio no mês e envolveu 153 municípios exportadores.

Na segunda posição ficou a carne bovina in natura, com US$ 1,45 bilhão em vendas externas. O resultado representa uma queda de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciada principalmente pela redução de 40% nas compras da China. A celulose ocupou a terceira posição, com US$ 1,06 bilhão exportado. O produto apresentou crescimento de 30,8% na comparação anual.

China continua como principal destino

A forte participação da soja nas exportações também manteve a China como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro. O país asiático importou US$ 5,64 bilhões em produtos do setor em julho e foi destino das exportações de 257 municípios brasileiros.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 944,49 milhões em compras, impulsionadas principalmente pela carne. Apesar disso, o valor representa uma queda de 12,1% em relação a julho de 2025.

As importações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 1,75 bilhão em julho, uma redução de 2,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. O trigo foi o principal produto importado, com US$ 157,02 milhões.

No acumulado de 2026, as importações do agronegócio chegaram a US$ 11,71 bilhões, enquanto as exportações alcançaram US$ 103,39 bilhões. Com esses resultados, o setor registrou superávit de US$ 91,68 bilhões na balança comercial no acumulado do ano. De janeiro a julho, o agronegócio respondeu por 47,3% de todas as exportações brasileiras, reforçando o peso do setor para o comércio exterior e para o resultado da balança comercial do país.

Prefeitura de Balneário Camboriú recebe comitiva de empresários da China
Na tarde desta segunda-feira (10), uma comitiva de empresários da China participou de um importante encontro com a prefeita Juliana Pavan, secretários e diretores-presidentes de Balneário Camboriú, onde puderam apresentar suas tecnologias e o interesse em firmar parceria com o município. 
 
Na oportunidade, os chineses puderam conhecer um pouco sobre os trabalhos de tratamento de esgoto, coletas e tratamento de lixo sólido, além de apresentar propostas inovadoras das áreas. Energia solar e construção com estrutura metálica também compuseram as pautas debatidas na reunião. 
 
Participaram do encontro os secretários de Articulação, Omar Tomalih; de Governo, Inovação e Orçamento, Gilson Bordin; de Comunicação, Dagmara Spautz; da Fazenda, Magda Bez; e os diretores-presidentes da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Auri Pavoni, e da BC Investimentos, Fábio Fiedler. 
 
A prefeita Juliana Pavan destaca que a aproximação com os chineses iniciou no final de 2025, com a visita do vice-prefeito Nilson Probst, junto com a comitiva da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), nas cidades de Guangzhou, Hong Kong e Shenzhen. 
 
“Agora eles vêm aqui para poder conhecer de perto a nossa cidade e o nosso potencial. As oportunidades que temos e, ao mesmo tempo, entender também o que eles procuram. Aqui eles mencionaram algumas ideias, e é o início, claro, de uma aproximação que pode resultar em novos investimentos, negócios e parcerias para a nossa cidade”, disse.
 
O integrante da comitiva chinesa, Hao Yun, comenta que o Brasil é muito forte no agronegócio, enquanto a China domina o cenário tecnológico. 
 
“Nessa visita, a gente realmente faz uma missão para conhecer todos os lados de Balneário Camboriú, e pensamos que realmente temos uma grande chance de fazer parceiros nas áreas de energia solar, tratamento de esgoto e lixos sólidos, então recebemos muitas informações e espero que, no futuro, a gente possa fazer muitas cooperações juntos”, enfatizou.
Município de Itajaí manifesta preocupação com dragagem e concessão do Complexo Portuário de Itajaí
O gabinete de Prefeito de Itajaí recebeu os representantes do setor produtivo e da comunidade portuária para tratar das preocupações com o andamento da concessão do Complexo Portuário de Itajaí e a dragagem do canal no rio Itajaí-Açu. A pauta foi discutida no encontro realizado nesta segunda-feira (10).
 
Ao acolher as demandas do movimento e compreender a importância do Complexo Portuário de Itajaí para a economia da cidade, o Município de Itajaí enviou ofício ao Ministério de Porto e Aeroportos e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). O documento apresenta questionamentos técnicos relacionados à concessão e expressa a preocupação com o período de transição entre o atual modelo e o início da vigência da próxima concessão.
 
O Município de Itajaí atua como apoiador do movimento liderado pelas entidades representativas do setor produtivo e da comunidade portuária e, alinhado com os órgãos intervenientes, representa o município e seus cidadãos no fortalecimento do Porto de Itajaí, o complexo portuário e toda a cadeia produtiva.
Economia & Negócios: Taxa de juros

Augusto César Diegoli (acdiegoli.gmail.com)

Bancos

Uma audiência pública na Alesc discutiu o fechamento de agências bancárias em SC. Se propôs criar uma comissão para elaborar leis que exijam  manutenção de atendimento presencial, em especial nos municípios de menor porte, onde há impactos negativos para suas economias. O argumento dos bancos é o avanço da digitalização dos serviços bancários. Em 10 anos houve uma redução de 40% no número de agências em SC, com a consequente redução de 30% de postos de trabalho. O negativo nisso é a estratégia de precarização no atendimento da população de baixa renda por parte de algumas instituições financeiras, inclusive as do governo. Enquanto o atendimento presencial está restrito à alta renda, a população mais carente fica limitada aos chamados correspondentes bancários, que só em SC são 12,3 mil, 21 vezes o número de agências bancárias.

Representação desigual

O portal Brasil 61 fez interessante levantamento apontando a absurda representatividade desigual do eleitorado por Estado no Congresso Nacional. O exemplo de SC: dividindo-se o total do eleitorado pelos dados oficiais de 2002 pelo número de deputados federais (16), cada um corresponde a 357.859 eleitores, número só superado por São Paulo (487.203) e Pará (368.500). Na outra ponta está Roraima, com apenas 50.187 eleitores para cada um dos seus oito deputados federais. Alguns deles foram eleitos com pouco mais de 5 mil votos.

Por que o Paraguai?

País vizinho se tornou um dos principais destinos de investimentos industriais, inclusive de empresas catarinenses, ao oferecer incentivos para a instalação de fábricas. Marcas tradicionais do Estado apostam na produção em solo paraguaio para ganhar competitividade global. Por trás desse movimento, se discute até que ponto a migração econômica pode impactar a desindustrialização regional.

Paraguai abre as portas para SC

O que Altenburg, Dohler e Karsten têm em comum? Existe uma primeira resposta óbvia para essa pergunta: são empresas catarinenses que se destacam na produção têxtil e concorrem entre si. O trio de gigantes centenárias, porém, compartilha outra semelhança que agora começa a ser mais percebidas pelo mercado: todas enxergaram no Paraguai uma alternativa para reduzir custos operacionais e diversificar a estratégia industrial. E elas estão longe de serem casos isolados. Buddemeyer e Lunelli são outras companhias do ramo em SC que também já fizeram apostas por lá. Nos últimos anos, o país vizinho estendeu um tapete vermelho para atrair investimentos, boa parte deles estrangeiros. Estabilidade econômica e política – o Partido Colorado encabeça o governo de forma praticamente ininterruptas há quase 80 anos, alíquotas de importação e exportação mais atrativas, simplificação tributária e uma folha salarial com menos encargos trabalhistas são frequentemente apontados por empresários e especialistas como motivos que justificam a migração de ao menos parte da cadeia produtiva de alguns setores para o território paraguaio.  

Pronegócio chega a 75ª edição

Brusque volta a ser o centro das atenções do setor de confecção entre os dias 11 e 14 de agosto, com a realização da 75ª Pronegócio, promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr). A rodada de negócios, que acontece no Pavilhão de Eventos, reunirá cerca de 140 indústrias catarinenses para apresentar a coleção Alto Verão 2027 a mais de 600 compradores de todo o país. Por ser uma rodada voltada às entregas dos meses de outubro, novembro e dezembro, a expectativa é de bons resultados, especialmente diante da importância das vendas de fim de ano para o varejo.

Ideb

O Ministério da Educação divulgou o novo resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referente 2025 e o destaque para SC é o desempenho das escolas particulares. O Estado ficou em primeiro no ranking nacional quanto aos anos iniciais, 2º nos anos finais e 7º no ensino médio. Nada mal. No desempenho geral, incluindo as redes pública e privada, SC ficou em 3º nos anos iniciais, 6º nos anos finais e 10º no ensino médio. A registrar que SC, junto com outros 10 estados, conseguiu evoluir comparativamente a 2023. Naquele ano sua nota geral no ensino médio foi 3,8, posicionando-se na 16ª colocação nacional. Em 2025 a nota subiu para 4,3 e no ranking nacional evoluiu para o 10º lugar. Nacionalmente, no ensino médio, o Paraná lidera, com nota 5,1.

Ferrovias em SC

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) recebeu audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres para debater o modelo de concessão ferroviária da Malha Sul. Durante o evento, a Fiesc defendeu a ampliação do prazo de discussão e a revisão do modelo. O posicionamento foi apresentado pelo presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da entidade. Segundo a Fiesc, a proposta não contempla adequadamente a realidade logística de SC, especialmente em relação aos portos, aos corredores de exportação e à expansão da malha ferroviária. A Fiesc também demonstrou preocupação com a divisão da estrutura em três corredores e com a ausência de investimentos em trechos estratégicos para a indústria catarinense. O material apresentado não considerou os portos de SC, com exceção de São Francisco do Sul. Santa Catarina é hoje o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil, e os planos apresentados não refletem essa realidade. A federação, em conjunto com outras entidades, defende a reformulação do projeto e a ampliação da participação dos estados e do setor produtivo nas discussões, incluindo a revisão do modelo de divisão dos lotes, a ampliação dos investimentos e o fortalecimento da conexão ferroviária com os portos catarinenses.  

Para vender

Embora faça (tem feito muito mais até um passado recente) críticas à linha editorial da Globo, o empresário brusquense Luciano Hang agora é o maior anunciante nela, através de sua rede de lojas Havan, de suas afiliadas pelo Brasil. Só de janeiro a junho deste ano a Havan apareceu 2.132 vezes em programas ou telejornais locais.

Lista

O Tribunal de Contas do Estado aprovou a relação de mais de 200 responsáveis com contas rejeitadas no exercício de funções públicas, por decisão irrecorrível, que irá para a Justiça Eleitoral. Esta instância decidirá, após análise e se for o caso de haver nomes de candidatos às eleições deste ano, pela sua inelegibilidade ou não. A relação aprovada pelo TCE será disponibilizada em seu portal institucional. Não diz quando, mas é aguardada com muita expectativa, tanto para quem milita na política partidária como fora dela.

Jornada de 40 horas

A Portallar anunciou a adoção de uma jornada de 40 horas semanais, de segunda a sexta-feira, para os colaboradores da empresa. A mudança ainda será submetida à aprovação em assembleias sindicais e, se receber o aval dos trabalhadores, deverá entrar em vigor na segunda quimzena de agosto. Conforme informado pela empresa nas redes sociais, a iniciativa representa uma mudança na organização da jornada de trabalho e faz parte de um conjunto de ações voltadas à valorização dos colaboradores. Segundo o presidente do Sindmestre, a Portallar será a primeira indústria têxtil de Brusque a implantar esse modelo de carga horária.

Mobilidade social

Conforme dados divulgados, extraídos do Atlas da Mobilidade Social de 2026, plataforma pública e interativa desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social, o Estado brasileiro com mais chances de nascidos na classe média chegarem ao grupo dos mais ricos é SC. Essa probabilidade varia de 7,99% no Amazonas, a 27,15% em SC. Brasis, afinal, com suas diferenças abissais.

Preferência do crime

Sem fornecer mais dados, o Conselho Nacional de Justiça divulgou um estudo apontando que o mercado imobiliário tem a maior preferência do crime organizado para lavagem de dinheiro. Só não diz onde. Alguma dúvida de que Balneário Camboriú e Itapema estejam neste mapa? O que dizer de algumas centenas de apartamentos, em ambas, nunca ocupados, há meses e até anos?

Appel Home

A Appel Home concluiu a construção de um novo galpão logístico, que representa um salto na capacidade de armazenamento e organização de estoques da marca. Atualmente, a operação depende de galpões situados em endereços distintos, para suprir a demanda. Com 1.465 m2 de área construída e altura útil de 14,5m, o novo galpão foi projetado para consolidar em um único espaço o que hoje está pulverizado em estruturas diferentes. Ao todo, serão 3.200 endereços/pallet disponíveis, o que deve otimizar significativamente o trabalho logístico da empresa, eliminando a necessidade de deslocamento entre unidades e reduzindo o tempo de resposta em toda a cadeia, desde o recebimento à expedição.

Brasis

O Atlas da Mobilidade Social, plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social detectou que municípios que registram melhores indicadores educacionais tendem a reduzir as desigualdades de oportunidades. Um exemplo: enquanto em Assis Brasil, no Acre, 84,4% dos jovens oriundos de famílias que pertenciam aos 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda quando adultos, em Ponte Serrada, município catarinense de 10.650 habitantes, no Oeste do Estado, apenas 2,13% dos jovens permanecem nesse extrato de renda. O município acreano possui um dos piores resultados do país, já o catarinense evidencia um ambiente mais favorável à ascensão socioeconômica.

Convencidos?

Mais que jornalistas e alguns curiosos, ao abrir, pela primeira vez em SC, como fez recentemente, para quem quisesse ter a certeza (ou não) de que ela é confiável, a Justiça Eleitoral deveria ter convidado, também, experts em sistemas eletrônicos. Estes sim poderiam atestar tudo com mais credibilidade; não para leigos, ou um pouco mais que isso.

Ambiente escolar

O Programa Vida na Escola, desenvolvido pela Univali e prefeitura de Itajaí, está sendo visto como um modelo a ser replicado em outras regiões de SC. Com atendimento psicológico e serviço social no ambiente escolar, foi criado em 2025 e atualmente desenvolvido em 41 escolas de ensino fundamental, atendendo diretamente mais de 26,5 mil estudantes e aproximadamente 1,5 mil professores da rede, além de suas famílias.

Taxa de juros

O mercado financeiro reduziu as expectativas para os índices de inflação e, pela primeira vez desde março, da taxa básica de juros. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a Selic deve fechar 2026 em 13,75%. As projeções para a economia (PIB) e o câmbio (dólar) neste ano vêm se mantendo estáveis há pelo menos cinco semanas, em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente. Na semana passada, as expectativas do mercado eram que a Selic terminaria o ano em 14%, projeção 0,25 ponto percentual acima da apresentada pela autoridade monetária. A última vez em que as projeções do boletim indicaram queda foi em março de 2026. Quando a mediana caiu de 12,13% para 12%. As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

Primeiro cinema

Cidade que em futuro próximo estará entre as mais populosas de SC, Itapema vai ganhar seu primeiro cinema. Com capacidade para 200 lugares em duas salas, ficará no Garden Open Mall, que já está em construção, com investimento de R$ 80 milhões em 50 operações comerciais.

Impacto das telas

Para muitos pais que por demais preocupados com o assunto, uma boa notícia: o debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada 10 escolas brasileiras, revela a nova edição da pesquisa TIC Educação, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. Segundo o levantamento, lançado recentemente, a proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025 cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

“Made in Brazil”

Um novo levantamento, agora feito pela Folha de São Paulo a partir de dados de 2025, mostra que Ceará, Espirito Santo e SC são os entes da federação com exportações totais mais afetadas pelas tarifas de Donald Trump. SC exporta 12,1% dos seus produtos para os EUA e tem 80,7% das exportações tarifadas. Assim, 9,7% das vendas totais são impactadas. Detalhe: o grau de abertura da economia catarinense é de expressivos 45,3%.

Praias gordas

O engordamento de várias praias em SC tem sido notícia nacional de forma constante, uma vez que viraram moda. Mas nem tudo vem dando certo. Piçarras, por exemplo, fez quatro alargamentos desde 1998 e o último, a um custo de R$ 53 milhões, concluído em abril deste ano, causa apreensão porque o mar já cavou um paredão de areia de quase dois metros. Num levantamento nacional, o Estadão diz que nas praias de Canasvieiras, Ingleses e Jurerê, na Ilha de SC, estudos da UFSC do ano passado apontou piora na balneabilidade e mais risco de afogamentos. Conclui, ainda, que nenhuma das obras atingiu, de fato, os objetivos de proteção da costa, recreação e restauração ambiental. Quanto a Praia Central de Balneário Camboriú, cuja faixa de areia passou de 25 para 70 metros, houve redução com o movimento das marés e no ano passado foi necessária a construção de um muro subterrâneo de 6 mil metros de extensão para conter a erosão marinha e segurar a areia. Na vizinha Itapema a engorda envolve uma acalorada discussão porque ela será financiada pela outorga onerosa (taxa paga pelo construtor para aumentar em até 30% o tamanho do prédio).

Missão ao Paraguai avança em parcerias para logística no comércio exterior

O aproveitamento da estrutura portuária de Santa Catarina para o comércio exterior do Paraguai e a formatação de uma parceria para viabilizar melhorias na logística para fornecimento de insumos para a agroindústria catarinense estão entre os principais destaque da missão oficial liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) ao país vizinho.

“A aproximação estratégica traz benefícios tanto para SC como para o Paraguai. Existe um mercado com muito potencial para crescer no intercâmbio comercial com os catarinenses”, explicou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Logística em pauta
A Rota do Milho, iniciativa para garantir o abastecimento constante de milho ao polo agroindustrial de proteína animal no Oeste de Santa Catarina, foi um dos temas abordados. O milho lidera a pauta exportadora do Paraguai para SC e foi responsável por 15,2% do total vendido pelo país ao estado em 2025, com US$ 70,5 milhões.

Além do esforço para garantir o suprimento de grãos, a comitiva abriu frentes para a transferência de tecnologias catarinenses à agricultura paraguaia e para a criação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) conectadas aos portos do estado.

"Nossos grandes portos são opções muito competitivas de conexão com a Ásia e outros países para as importações e exportações do Paraguai, e avançamos ao abrir frentes para solidificar novas parcerias”, afirmou Seleme.

Complementaridade econômica
Os resultados da missão estão sustentados na forte sinergia entre os parques industriais de Santa Catarina e do Paraguai. Dados do Observatório FIESC apontam que, entre 2015 e 2025, o comércio de Santa Catarina com o Paraguai cresceu em ritmo muito superior à média nacional. No período, as exportações catarinenses subiram 99,1%, alcançando US$ 445,1 milhões em 2025, impulsionadas por bens de maior valor agregado, como cerâmica não vitrificada, máquinas e aparelhos mecânicos e equipamentos de refrigeração.

Em contrapartida, as importações catarinenses vindas do Paraguai deram um salto de 390,5%, entre 2015 e 2025 e atingiram US$ 464 milhões no ano passado. O milho lidera as compras, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos para o polo têxtil do Vale do Itajaí e insumos metálicos como chumbo e sucata de cobre para o setor metalmecânico.

No âmbito da construção civil, a missão abriu frentes para atrair investimentos paraguaios ao setor imobiliário do litoral de Santa Catarina e impulsionar a venda de materiais catarinenses ao país vizinho. A transferência de tecnologias e soluções em infraestrutura para apoiar o forte ciclo de obras em expansão no Paraguai também foi debatida.

Próximos passos
Como desdobramento imediato dos compromissos assumidos em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC aprofundarão os estudos logísticos e regulatórios ao longo dos próximos meses. Uma nova agenda de aproximação está prevista para novembro, quando Santa Catarina sediará um encontro e seminário empresarial focado na relação com o Paraguai.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet

A Receita Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira (10) a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR, que permite preencher, transmitir, retificar e consultar online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), sem necessidade de instalar programas no computador.
O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível prata ou ouro.

O uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Proprietários de áreas de até 100 hectares também poderão apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).

A DITR é o documento usado para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e de seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, a obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes.

Segundo a Receita Federal, o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR, além de oferecer recursos como pré-preenchimento de dados cadastrais e acesso por dispositivos móveis.

A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed).

Inadimplência cai em Santa Catarina, mas endividamento sobe

Em julho de 2026, a inadimplência das famílias catarinenses caiu para 23,6%, ante 25,4% registrados em junho. A redução de 1,8 ponto percentual também ficou evidente na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador era mais alto.

O resultado mantém Santa Catarina em patamar inferior ao índice nacional, que chegou a 29,8%. A média histórica do estado é de 22%, o que mostra que, apesar da melhora, o cenário ainda merece atenção.

Mesmo com a queda da inadimplência, o percentual de famílias endividadas aumentou para 76,9% em julho, alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho. Esse foi o maior nível da série recente, embora o estado permaneça abaixo da média brasileira, de 82,0%.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC em parceria com a Fecomércio SC. Para a entidade, o movimento indica melhora em alguns indicadores, mas ainda dentro de um ambiente de crédito pressionado.

A pesquisa também aponta avanço na capacidade de pagamento das famílias. A parcela que afirma não ter condições de quitar as dívidas em atraso caiu de 9,9% para 9,5%, permanecendo abaixo do percentual nacional.

Além disso, o comprometimento médio da renda com dívidas ficou em 29,9%, enquanto o tempo médio de atraso alcançou 62,6 dias. Os números reforçam a combinação de alívio pontual com persistência de compromissos financeiros elevados.

O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida entre as famílias catarinenses, presente em 69,6% dos endividados. Ainda assim, houve recuo expressivo em relação ao ano anterior, sinalizando mudança no comportamento de consumo.

Em contrapartida, modalidades como crédito consignado e financiamento de veículos ganharam espaço. Segundo a análise, isso indica migração para linhas de crédito mais estruturadas e, em tese, com condições mais previsíveis para o orçamento doméstico.

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a queda da inadimplência é um sinal positivo para a economia catarinense. Ele avalia que a melhora demonstra maior organização financeira das famílias.

A entidade, porém, destaca que os juros ainda estão em nível considerado proibitivo para o consumo e para o crescimento econômico. A expectativa é de que a trajetória de queda continue nos próximos períodos.

Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.

Copom 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.

Juros altos agravam dificuldades da indústria, pondera CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias. 

“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI. 

Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses. 

Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.

Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação. 

Real valorizado contribui para segurar a inflação 
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário. 

Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro. 

Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.

Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros. 

Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros

Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.

MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.

Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.

Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.

Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.

A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.

Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.

Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.

A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia em 2 anos, aponta CNI

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.

Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.

A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.

Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.

Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf

Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.

83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).

Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.

Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.

O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).

A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

Energia cara: quem vai pagar essa conta?

A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.

A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.

O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.

A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.

A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.

No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.

Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros. 

O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados. 

O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.

Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.

O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.

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